terça-feira, 28 de julho de 2015

O jardim de um sonho cantraditório


Muito raro um dia sem dor ou dormência.
Não raro é que eu perca a paciência 
com esse fingir procurar a cura da alma
e a inútil negação dos absurdos da vida.
(É assim que muitos permanecem no nada)
E, pelo tanto e pela falta de explicações,
deixo os meus ouvidos surdos,
abafando os surtos com mega metais
até cair no sono...
ou que escorra os excessos, 
manchando meu rosto feito de carbono.

                        *
[ Longe; muito longe dos escombros,
tinha um lugar relvado e um mar
de trevinhos coloridos
que cobria as ondulações do campo
cercado por grandes árvores.
E, o sol ameno invadia pela fresta
de folhas úmidas e perfumadas.
Era tudo tão nítido, tão vívido!
Me deitei sobre essa cama
de pequeninas flores, mesmo ali!
E finalmente, finamente adormeci...

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